Perguntas Frequentes

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Você sabe como é feita a classificação embrionária?

A classificação embrionária é a técnica utilizada pelos embriologistas para definir a qualidade dos embriões obtidos a partir do procedimento de fertilização in vitro.

Quanto melhor é a qualidade do embrião, maiores são as taxas de sucesso do tratamento. Mas você sabe como é feita essa classificação?

Em nossa clínica, fazemos, preferencialmente, a transferência de embriões que estão no estágio de blastocisto. Assim, vamos discorrer sobre como ocorre a classificação deste tipo de embrião. Ela é feita em números e letras. Os números variam de 1 a 6 e classificam a etapa do desenvolvimento do blastocisto, sendo 1 e 2 considerados blastocistos jovens e com menor taxa de sucesso na implantação, enquanto os blastocistos 3, 4, 5 e 6 são considerados mais maduros e com mais chances de implantar no endométrio.

Já as letras variam entre A, B e C, e se referem à qualidade do blastocisto, sendo que A indica o embrião de melhor qualidade, B, o de boa qualidade e C, o de qualidade regular.

Da combinação de letras e números surgem as classificações embrionárias, que você provavelmente vai ouvir muito falar no consultório do seu médico.

Atividade física pode interferir na fertilidade?

Tudo em excesso faz mal.

Praticar exercícios físicos é fundamental para a manutenção da saúde. Incluir hábitos de vida saudáveis na rotina faz muito bem para o funcionamento do organismo, inclusive para a fertilidade.

Porém a prática excessiva de esportes de alto desempenho podem comprometer a ovulação de algumas mulheres e interferir na produção de espermatozoides.

Além disso, pessoas que fazem uso de esteróides aliados à prática de atividade física aumentam ainda mais os riscos de terem problemas reprodutivos, já que os anabolizantes inibem a produção do FSH, hormônio responsável pela maturação das células reprodutivas.

Portanto, como tudo na vida, a atividade física também deve ser feita de maneira moderada e sempre com acompanhamento de um especialista.

Quando recorrer a um banco de sêmen para conseguir engravidar?

A infertilidade masculina é responsável por aproximadamente 40% dos casos de infertilidade conjugal.

De maneira geral, algumas condições masculinas são importantes para que haja a fecundação, como a quantidade de espermatozoides no sêmen e a sua qualidade. Casais com fatores masculinos de infertilidade podem utilizar sêmen doado para obter uma gestação.

Mulheres que optam pela produção independente e casais homoafetivos feminino também podem recorrer a um banco de sêmen para tentar engravidar.

No Brasil, a doação de sêmen é anônima e sem fins lucrativos. Existem bancos nacionais e internacionais.

O processo de seleção é simples e deve respeitar informações importantes como compatibilidade de tipagem sanguínea e características físicas, como cor do cabelo, cor da pele, cor dos olhos e outras informações de interesse do casal ou paciente.

Alimentos: quais ajudam e quais prejudicam a fertilidade?

Toda mulher que está tentando engravidar certamente já ouviu diversas receitas para aumentar a fertilidade com ajuda da alimentação. Apesar de controverso, já existem diversos estudos que comprovam que, enquanto alguns alimentos podem, sim, ajudar a saúde reprodutiva, outros podem atrapalhar – e muito! – a fertilidade. Confira essa lista que fizemos:

OS VILÕES

Cafeína: presente em chás, bebidas energéticas, chocolate e no famoso cafezinho, a cafeína inibe a ação dos músculos que levam o óvulo até o útero, bem como das células presentes na parede das tubas uterinas.

Açúcar: o consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar pode afetar o bom funcionamento da hipófise, uma glândula responsável por produzir os hormônios que estimulam a produção dos óvulos e dos espermatozoides.

Processados e Frituras: lanches embalados, bolachas, refrigerantes, batata frita e muitos outros alimentos podem conter gorduras trans, que são prejudiciais para a saúde reprodutiva.

OS ALIADOS:

Feijão Preto: este alimento contém diversos minerais essenciais para a saúde, como manganês, proteína, magnésio e ferro, além de regular o nível de açúcar no sangue e promover o equilíbrio hormonal.

Inhame: apesar de ainda não haver estudos conclusivos sobre este alimento, o seu consumo é recomendado por nutricionistas por ser rico em fibras e fito-hormônios valiosos para a saúde da mulher.

Zinco: mineral presente em carnes magras de aves, ostras, leite, grãos integrais, nozes, ovos e leguminosas, o zinco é essencial para a saúde reprodutiva.

Estes são só alguns dos alimentos dignos de atenção para casais que tentam engravidar. É muito importante também buscar orientação médica para uma dieta completa, equilibrada e saudável para mamães e bebês.

Como o cigarro afeta sua fertilidade?

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Há anos, a OMS classifica o cigarro como uma das drogas que mais mata no mundo e tanto o fumo quanto a exposição à fumaça podem causar doenças cardiovasculares, cerebrais, além de câncer.

A situação se agrava quando o fumante em questão deseja ter filhos. Estudos comprovam que a fertilidade feminina em mulheres que fumam até 20 cigarros por dia reduz em 25%. Se a futura mãe ultrapassa esse número de cigarros diários, a taxa de infertilidade pode subir para 43%, o que comprova a ligação entre a nicotina e o declínio da fertilidade.

Em homens fumantes o cenário se repete: a qualidade do sêmen diminui e os fumantes apresentam um maior número de espermatozoides com anomalias.

Por isso, fumar ou estar frequentemente exposto à fumaça de cigarro é prejudicial para homens e mulheres, especialmente aquelas que desejam engravidar.

Adenomiose ou Endometriose?

A adenomiose é uma condição caracterizada pelo crescimento de células do endométrio no músculo do útero, o miométrio. É muito parecida com a endometriose, sendo a principal diferença entre as duas que na adenomiose, as células crescem no músculo uterino, enquanto na endometriose as células crescem fora do útero.

Os sintomas da adenomiose também se parecem muito com os da endometriose: cólicas intensas, fluxo menstrual intenso, aparecimento de coágulos, dor durante a relação sexual, dificuldade para engravidar e, em casos mais severos, infertilidade.

Se você foi diagnosticada com adenomiose ou apresenta estes sintomas e deseja engravidar, é preciso fazer uma investigação profunda da sua saúde com um médico especialista em reprodução humana para que seja feita a regulação hormonal e, posteriormente, o tratamento para engravidar.

Qual a diferença entre pólipo e mioma uterino?

Tanto o mioma quanto o pólipo uterino são tumores – em sua maioria benignos – que se caracterizam pelo crescimento anormal das células do útero e a principal diferença entre eles é a origem das células. O mioma tem origem em tecidos musculares, chamado miométrio, enquanto o pólipo se caracteriza por crescer em tecidos esponjosos, especialmente o endométrio.

Geralmente, tanto os pólipos quanto os miomas são assintomáticos e a mulher só descobre sua presença durante a visita de rotina ao ginecologista. Na maioria dos casos, as mulheres levam uma vida normal com a presença dessas condições uterinas, mas eventualmente, elas podem causar dificuldade para engravidar.

Se esse for o seu caso, é importante buscar a ajuda de um médico em reprodução humana para verificar quais os melhores tratamentos para cada caso, sendo as mais comuns, o uso de medicamento hormonal ou a intervenção cirúrgica.

Açúcar e Fertilidade

Segundo estudos da Universidade de Boston, o consumo excessivo de açúcar é um dos responsáveis pela queda nas taxas de infertilidade dos casais. Isso porque o excesso dele pode afetar o bom funcionamento da hipófise, uma glândula responsável por produzir os hormônios que estimulam a produção dos óvulos e dos espermatozoides.

Por isso é muito importante que o casal mantenha uma alimentação saudável para aumentar suas chances de gravidez. Entre as principais recomendações médicas, estão:

Evitar consumo excessivo de açúcar;

Evitar bebidas de caixinha e refrigerantes;

Evitar alimentos industrializados;

Consumir alimentos frescos, de preferência, orgânicos;

Cortar as frituras;

Adotar um estilo de vida mais saudável.

Fale com seu médico e solicite o acompanhamento de um nutricionista para potencializar a efetividade dos tratamentos de reprodução assistida.

Menopausa precoce: sintomas e causas

A menopausa precoce é um quadro clínico no qual a mulher para de menstruar antes dos 40 anos. Em situações normais, as mulheres deixam de menstruar entre os 45 e os 55 anos, perdendo assim sua capacidade reprodutiva. Mas em 7% da população feminina, a menopausa chega antes dos 40 anos, que é quando diagnostica-se o quadro de menopausa precoce.

Os sintomas são idênticos aos da menopausa normal:

Ondas de calor, também conhecidas como “fogachos”;

Suores noturnos;

Insônia;

Ressecamento vaginal;

Diminuição da libido;

Diminuição na memória e da concentração;

Redução na massa óssea;

Ganho de peso;

Depressão.

Dentre as causas da menopausa podemos citar os tratamentos à base de quimioterapia e radioterapia e a menopausa cirúrgica (quando se retiram os ovários por meio de cirurgia por doença benigna ou maligna). Porém, também há casos em que a menopausa pode ter origem genética e ainda há casos em que não há uma causa determinada. Sabe-se que fatores como alimentação, estresse e doenças autoimunes também podem levar ao quadro de menopausa precoce.

Independentemente da idade em que acontece, a menopausa é um período muito sensível na vida de uma mulher, e quando chega precocemente ela aumenta as chances de doenças cardiovasculares e neuro cognitivas. Por isso, é muito importante que você fique atenta aos sintomas.

Está apresentando algum deles? Ficou 3 ciclos consecutivos sem menstruar? Procure um médico!

O que é o Espermograma?

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O Espermograma é o principal exame na avaliação da infertilidade masculina, que é responsável por aproximadamente 40% dos casos de infertilidade conjugal.

Na avaliação da infertilidade do casal, o exame deve ser adicionado a outros importantes exames, sendo complementar na investigação da infertilidade.

Em linhas gerais, algumas condições masculinas são importantes para que haja a fecundação, como a quantidade de espermatozoides no sêmen e a sua qualidade, que envolve motilidade e morfologia. Distúrbios nessas características podem gerar uma dificuldade maior de fecundação ou, até mesmo, a infertilidade.
Entre os fatores possíveis de análise através do Espermograma estão as condições do sêmen, desde o aspecto até a qualidade e quantidade de espermatozoides, e sua avaliação deve seguir os critérios definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os padrões seminais avaliados podem identificar Oligospermia (baixa produção de espermatozoides), Azoospermia (ausência de espermatozoides), Astenozoospermia (baixa motilidade dos espermatozoides), Teratozoospermia (alteração morfológica dos espermatozoides) e a ocorrência de infecções seminais.

As análises realizadas através do Espermograma permitem também que o médico recomende a melhor técnica de reprodução assistida para o caso específico do paciente ou o melhor tratamento para a sua condição.

Caso o espermograma apresente alguma anormalidade no sêmen que impeça ou dificulte o casal de ter filhos, um médico especialista em reprodução humana pode orientar sobre os tratamentos disponíveis, sendo o mais comum, a Fertilização in vitro.

A pílula anticoncepcional pode causar infertilidade?

O uso contínuo da pí­lula anticoncepcional não traz nenhum risco de infertilidade.

Estudos comprovaram que além de não causar risco à gravidez, o uso contínuo da pí­lula anticoncepcional ajuda a proteger a mulher, evitando a contaminação por doenças sexualmente transmissí­veis que possam vir a causar danos ao sistema reprodutor feminino, além de reduzir o risco do câncer de ovário após uso contínuo por pelo menos 5 anos.

Contudo, o uso da pílula pode ocultar outras doenças previamente existentes. Portanto, é recomendado que mulheres que fazem uso por um período muito longo e tenham dificuldade para engravidar, procurem um especialista para realizar exames mais detalhados.

Vasectomia

Sim, é possível tentar engravidar mesmo tendo feito vasectomia.

Homens que realizaram o procedimento de vasectomia podem tentar ter filhos. Basicamente existem dois métodos para isso: reverter a vasectomia ou realizar um tratamento de Fertilização in Vitro (FIV), com ICSI.

A reversão da vasectomia, que consiste no religamento dos canais deferentes permitindo a passagem dos espermatozoides novamente, apresenta melhores resultados quando feita em até 2 anos após o procedimento, mas isso não é uma garantia.

A Fertilização in Vitro permite que os espermatozoides sejam obtidos através de punção testicular (PESA), para os casos de insucesso na reversão da vasectomia ou para homens que desejam mais filhos mas não querem reverter a vasectomia. Os espermatozóides coletados serão fertilizados com os óvulos da parceira em laboratório.

É possível engravidar após a laqueadura?

Mulheres que fizeram laqueadura podem desejar ter mais filhos em diversas situações: seja por terem passado pelo procedimento ainda muito jovens, ou por terem um novo parceiro, ou apenas por terem se arrependido do procedimento.

Uma nova tentativa de gestação pode ser feita com o procedimento de reversão da laqueadura ou através de um tratamento de fertilização in vitro (FIV/ICSI).

Para reverter a laqueadura, primeiramente é necessário avaliar como ela foi feita, assegurando que as regiões das trompas não estejam danificadas, para então avaliar se é possível reverter o processo cirurgicamente, religando as trompas uterinas.

Além disso, também é necessário avaliar outros fatores de fertilidade, tanto feminina quanto masculina, como a qualidade e quantidade de óvulos e espermatozoides.

A gestação natural nem sempre acontece após a reversão e, por isso, o fator idade é muito importante.

Já no tratamento de Fertilização in Vitro (FIV/ICSI), é possível realizar a coleta de óvulos após a indução da ovulação e a fertilização acontece em laboratório.

Vale lembrar, também, que em ambos os casos é necessário a avaliação de um especialista em reprodução humana.

Posso doar meus óvulos?

Na Originare, para que uma mulher possa ser uma possível doadora de óvulos é preciso atender alguns critérios como:

Fazer avaliação em consulta médica detalhada com nossa equipe;

Ter menos de 36 anos;

Possuir uma boa saúde ovulatória comprovada (histórico da paciente, ultrassom transvaginal para contagem de folículos antrais e exames hormonais adequados);

Ter sorologias e secreção vaginal negativas para as principais doenças infecciosas;

Não ter endometriose;

Cariótipo normal.

Você sabe o que é Beta HCG?

O beta HCG consiste em uma fração do hormônio HCG (ou Gonadotrofina Coriônica Humana). Por ser um hormônio produzido exclusivamente durante o período gestacional, sua presença em testes de urina ou de sangue caracteriza a gravidez.

O hormônio HCG é produzido pelo trofoblasto, estrutura que dará origem à placenta, por isso podemos dizer que ele tem um papel fundamental na gestação.

Os testes de gravidez de farmácia identificam a gravidez pois possuem reagentes ao HCG. Contudo, como a estrutura do HCG é semelhante à de outros hormônios, o teste de farmácia só tem validade depois que a produção do HCG já está alta, ou seja, em geral após 40 dias da última menstruação. Por esse motivo, clínicas de reprodução humana os médicos pedem o exame de sangue, pois ele é mais preciso quando feito precocemente ao atraso da menstruação.

Os valores do beta HCG variam muito de uma mulher para a outra, por isso, havendo indícios da gravidez os médicos costumam fazer ultrassom ou pedir para repetir o teste para confirmar o diagnóstico.

Em uma gestação normal, a taxa do Beta HCG costuma dobrar a cada 48 horas. Quando isso não acontece pode ser indício de que a gravidez não irá progredir. E nos casos de um aumento progressivo do Beta HCG abaixo do esperado para uma gestação normal, pode ser que tenha alguma complicação, como a gestação fora do útero (ectópica).

Mulheres que passaram por um tratamento de câncer podem engravidar?

Sim, é possível engravidar.

Quando falamos em pacientes que desejam engravidar e são diagnosticadas com câncer, a oncofertilidade é uma possibilidade de preservação da fertilidade para uma possível gravidez no futuro.

Pacientes em idade reprodutiva que realizam a quimioterapia ou a radioterapia podem ter a sua fertilidade comprometida pelo tratamento, por vezes levando à redução da reserva ovariana em mulheres e a diminuição ou parada total da produção dos espermatozoides em homens.

O congelamento oncológico de óvulos, espermatozóides ou embriões, é uma opção que deve ser considerada e discutida com o oncologista de cada paciente.